Por que existimos
Amazônia viva é Amazônia com povos vivos.
As áreas protegidas onde vivem povos indígenas, quilombolas, extrativistas e ribeirinhos correspondem a 30,5% das florestas conservadas do Brasil (Instituto Socioambiental). Dados do MapBiomas mostram que, entre 1985 e 2021, menos de 1% do desmatamento aconteceu em territórios protegidos.
Esses territórios são barreiras reais contra a destruição ambiental, e seus povos, os verdadeiros guardiões da floresta.
Mas essa proteção ocorre sob pressão crescente. Entre 2012 e 2022, o garimpo ilegal em Terras Indígenas aumentou 10 vezes, e, em 2020, os alertas de desmatamento em TIs representaram 7% da área total desmatada na Amazônia (MapBiomas).
Ao mesmo tempo, o Brasil figura entre os maiores emissores globais de CO₂, sendo metade das emissões relacionada a queimadas.
A floresta precisa de quem a protege. E quem a protege precisa de acesso a direitos.
O isolamento digital também é vulnerabilidade.
Em 2022, a Rede Conexão mapeou 4.537 comunidades vivendo em áreas protegidas da Amazônia. Em outubro de 2025, esse número saltou para 9.316 comunidades identificadas nesses territórios.
No entanto, o cenário de conectividade era alarmante:
Apenas 1 comunidade na Amazônia tinha acesso à internet rápida (+100 Mbps)
Somente 1% das localidades em áreas protegidas estavam previstas para receber 4G ou 5G até 2028
Sem conectividade, o acesso à saúde, educação, proteção territorial, serviços financeiros e políticas públicas fica restrito. Comunidades precisam se deslocar longas distâncias para resolver questões básicas, deixando seus territórios mais vulneráveis a invasões e pressões externas.
A exclusão digital aprofunda desigualdades históricas.
A Rede Conexão Povos da Floresta nasce da compreensão de que proteger a Amazônia passa, necessariamente, por fortalecer quem vive nela. O atual conjunto de áreas protegidas com comunidades tradicionais é responsável pela preservação de 42,3% da vegetação nativa do Brasil (Instituto Socioambiental). Proteger esses territórios não é apenas uma agenda ambiental — é uma agenda climática, social e civilizatória.
Existimos para conectar, de forma rápida, segura e consciente, as comunidades dos povos da floresta, ampliando o acesso a políticas públicas por meio da conectividade significativa.
Mais do que levar internet, trabalhamos para que a conectividade se torne ferramenta concreta de proteção territorial, saúde, educação, empreendedorismo, fortalecimento cultural e autonomia de mulheres e jovens.
Acreditamos que a Amazônia vive quando seus povos vivem com dignidade, autonomia e acesso a direitos.
